Morte de corretora gaúcha esquartejada em Florianópolis: o que se sabe e o que falta saber

  • 14/03/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia Civil investiga sumiço de mulher que mora no Norte da Ilha, em Florianópolis O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, foi encontrado esquartejado e desmembrado no interior de Major Gercino (SC), dois dias após a família registrar o desaparecimento dela. Três pessoas, um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos, foram presas suspeitas no envolvimento no latrocínio (roubo seguido de morte). Todos moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, ou seja, um terreno com pequenos prédios de cerca de quatro apartamentos cada. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Quem é a corretora de imóveis gaúcha desaparecida em Florianópolis Luciani morava sozinha no bairro Santinho, no Norte da Ilha, mas mantinha contato frequente com a família do Rio Grande do Sul por telefone. Ela também atuava como administradora de imóveis na região. Veja abaixo o que se sabe e o que ainda falta saber sobre o caso. Quem era a corretora? Quem são os suspeitos? Os suspeitos foram presos? Suspeitos já tinham histórico criminal? Como os criminosos esconderam os restos mortais? Quando o desaparecimento foi registrado? O que levou a família a suspeitar do desaparecimento? Como a polícia chegou aos suspeitos? O que foi encontrado no apartamento dela? Qual foi a motivação do crime? 1. Quem era a corretora? A corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, era natural de Alegrete (RS) e morava sozinha em um apartamento no bairro Santinho, região turística de Florianópolis. Nas redes sociais, ela se identificava também como administradora de imóveis e turismóloga. Luciani Aparecida Estivalet Freitas está desaparecida em Florianópolis Redes sociais/ Reprodução 2. Quem são os suspeitos? Segundo a Polícia Civil, três pessoas são suspeitas de envolvimento no crime e já foram presas. Todas, moravam no mesmo conjunto residencial no bairro Santinho. Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do conjunto residencial. Matheus Vinícius Silveira Leite, 27 anos, vizinho de porta da vítima. Letícia Jardim, 30 anos, namorada de Matheus. A mãe de Matheus, que chegou a ser ouvida como investigada, não responde até o momento a nenhum crime, assim com o irmão dele, um adolescente de 14 anos, encontrado com produtos comprados no nome de Luciani. 3. Os suspeitos foram presos? Sim, os três suspeitos de envolvimento no latrocínio foram presos. Ângela Maria Moro foi presa em Florianópolis, na quinta (12), inicialmente pelo crime de receptação, após a Polícia Civil encontrar diversos objetos que pertenciam à vítima em um dos apartamentos que a suspeita diz administrar. Porém, durante a audiência de custódia, o juiz citou a existência de indícios de homicídio e determinou a prisão temporária da suspeita por 30 dias. Já o casal Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, e Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, foi preso na sexta-feira (13) em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Eles teriam fugido para o RS. 4. Suspeitos já tinham histórico criminal? Segundo a Polícia Civil, o homem de 27 anos estava foragido da Justiça de São Paulo por um latrocínio cometido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista. Na ocasião, o proprietário de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça durante um roubo. 5. Como os criminosos esconderam os restos mortais? Luciani foi esquartejada. Segundo a Polícia Civil, os restos mortais foram divididos em cinco pacotes diferentes e levados com o carro da própria vítima até uma ponte na área rural de Major Gercino, cidade de 3,2 mil habitantes, e jogadas em um córrego. Até sexta-feira (13), apenas o tronco da vítima foi localizado. 6. Quando o desaparecimento foi registrado? Luciani havia sido vista pela última vez em 4 de março, segundo o irmão dela, Matheus Estivalet Freitas. O desaparecimento, no entanto, foi registrado na segunda-feira (11). 7. O que levou a família a suspeitar do desaparecimento? Segundo o irmão, mensagens enviadas pelo celular da corretora com vários erros gramaticais, após um tempo sem conseguir qualquer contato com ela, chamaram a atenção da família, que passou a desconfiar se era realmente Luciani quem estava digitando. Os familiares também desconfiaram quando a corretora não parabenizou a mãe pelo aniversário, ocorrido em 6 de março. Embora morasse sozinha na cidade, Luciani mantinha contato diariamente com a família por mensagens e ligações, segundo Matheus. Mensagem suspeita acendeu alerta à família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, desaparecida em Florianópolis Arquivo pessoal 8. Como a polícia chegou aos suspeitos? De acordo com a Polícia Civil, após o desaparecimento da corretora, compras teriam sido feitas utilizando o CPF da vítima. A partir dessas informações, os investigadores passaram a monitorar os endereços de entrega dos produtos, todos localizados em Florianópolis. Durante os trabalhos, os policiais abordaram um adolescente de 14 anos que buscava algumas das encomendas. Ele afirmou que os produtos seriam destinados ao irmão. Com base nesse relato, os agentes foram até o conjunto residencial, onde encontraram uma das mulheres suspeitas, que se apresentou como responsável pelo local. Em um dos apartamentos do local, os policiais encontraram duas malas com pertences da corretora, além de diversos itens comprados em nome dela, como dois arcos de balestra, um controle de videogame e uma televisão. Depoimentos também indicaram que objetos da vítima teriam sido escondidos e que houve tentativas de dificultar o trabalho da polícia. 9. O carro dela foi localizado? O carro da corretora, um HB20, foi localizado nas proximidades da pousada. Ele foi usado para levar o corpo até o local de descarte, a mais de 100 km da Capital. Carro de da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas Juan Todescatt/ NSC TV 10. O que foi encontrado no apartamento dela? Um vídeo gravado pelo irmão no apartamento da corretora, em Florianópolis, após o registro de desaparecimento, mostra muita bagunça, comida estragada e louça suja acumulada na pia da cozinha (assista abaixo). Vídeo mostra apartamento de gaúcha desaparecida em Florianópolis após desaparecimento 10. Qual foi a motivação do crime? A polícia trata o caso como latrocínio (roubo seguido de morte), mas ainda apura como a decisão de matar a vítima ocorreu e qual foi o grau de participação de cada suspeito. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/03/14/morte-corretora-gaucha-esquartejada-florianopolis-o-que-se-sabe-falta-saber.ghtml


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